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III É a política estúpido

Sábado, 24.03.12

Durante anos assisti com assiduidade de telenovela a ER (Serviço de Urgência), incluindo dramas e personagens na minha vida. Um misto de exemplo e heroísmo anónimo e abnegado. Salvamentos on the edge.

Preciso da minha dose regular e catártica de life-changing experiences. Desalojando-me do sedentarismo (emocional, profissional). Expulsando-me da comfort zone. Que me leve a um quando for grande quero ser assim ou, no caso, ainda vou a tempo de fazer algo semelhante. Do tipo No Turning Back (BBC one 2010), Portugueses pelo Mundo (sou dos que ficou) ou os projectos made by Laurinda Alves: Portugueses sem Fronteiras ou, mais recentemente, Feitos em Portugal (em exibição ao fim-de-semana na RTP2). São modelos/modos de vida preenchida (celebrando um êxito não obrigatoriamente económico). Currículos ricos. Almas empreendedoras. Fazem mais pela moral do país (em concreto a minha) do que qualquer discurso político. Acentuam um certo gosto em ser português. De que é exemplo o primeiro episódio de Feitos em Portugal com Camilo Rebelo (arquitecto co-autor do Museu de Arte e Arqueologia do Vale do Côa) e o segundo com João Catarino (Ar.co e Urban Sketchers), que tem presença nos links (ali ao lado) da Máquina da Preguiça, para facilitar/incentivar as visitas.

    Os programas de Laurinda Alves (já era – ou também era - assim na XIS) vão como o seu blog ao que importa: a substância da vida. O humano que anda esquecido em nós (não vou voltar a falar de ER, Dr. Mark Greene, enfermeira Abby Lockhart...).

    A política portuguesa é a política do gasto incontrolável. Despesismo, despesismo, despesismo. Esfregando-nos na cara o aquém da meta. Da pobreza do PIB. Do défice galopante. Do irremediável. Do inevitável. Da natureza antiga: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho que não se governa nem se deixa governar!» (frase escrita por Galba um general romano acerca do que eramos, ainda em génese, sob a forma de lusitanos).

    A política portuguesa é da parceria mal sucedida e indemnizada (em excesso). Da falência (também em excesso). Não encontro aí motivação. Tento percebê-la, mas há algo que me escapa. Fala-se demasiado em corrupção, desvio, etc. Nessas alturas repito para mim: É a política estúpido. Mas nem assim. E como paliativo tipo Just one more fix ligo para a RTP2. Pronto para ver salvar o mundo. Dr. John Carter.

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publicado por Máquina-da-Preguiça às 15:50









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