Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


III Linda Martini: numa sala de concertos perto de si

Quarta-feira, 16.05.12
Linda Martini_Casa Ocupada

 

Casa Ocupada, que se juntou aos Ep's Linda Martini (2005), Marsupial (2008) e Intervalo (2009) e ao álbum Olhos de Mongol (2006) já tem algum tempo (2010) mas, ainda

 assim, nunca é de mais falar nele.

    Os responsáveis, com raízes profundas na cultura punk e hardcore da década de 1990, são os Linda Martini: Pedro Geraldes (guitarra e voz), André Henriques (voz e guitarra), a ilustradora (exposição Duas Gajas, 60 Desenhos de 2011) Cláudia Guerreiro (baixo e voz) e Hélio Morais dos Paus e If Lucy fell (bateria e voz).

   Na sua força criadora transparecem os Sonic Youth de Thurston Moore, a energia desordenada da linha de Sintra, o inconformismo e a atitude punk e hardcore, onde fizeram escola.

   Com hinos como Mulher-a-Dias (de Casa Ocupada), foram os concertos e a internet (via MySpace) que os divulgaram e que os ajudaram a crescer e a alargar o seu público, tornado-os num dos mais interessantes projectos da música portuguesa. Essa é a razão porque os Linda Martini (segundo consta dos anais, nome de uma amiga de Pedro Geraldes que este conheceu quando efectuou o programa Erasmus em Lisboa) vêm sempre a propósito. O ensejo, no entanto, desta vez foi dado pela participação num episódio do Musicbox Club Docs transmitido pela RTP2.

   Aproveite para os ouvir quando tocarem perto de si. Não dará o seu tempo por perdido. Enquanto isso, para lá das gravações, nos arquivos da rádio Radar é possível encontrar dois podcasts do Programa Fala com Ela de Inês Meneses em que os convidados são Hélio Morais e Cláudia Guerreiro.

Passe palavra. Há coisas que não devemos guardar só para nós.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Carlos M. J. Alves às 17:48

III O mundo faz-se em menos de três minutos

Segunda-feira, 16.04.12

Behind the image was ignorance and fear

PiL, The Public Image

 

 

John Lydon

Caro John Lydon (ou, devo dizer, Johnny Rotten?)


Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols (ou simplesmente Never Mind the Bollocks), único álbum de estúdio dos Sex Pistols saiu a 27 de Outubro de 1977, como é do conhecimento geral. Digo isto porque esse seria provavelmente o único aniversário relevante a lembrar de uma carreira decadente, o que deixa concluir que à data desta carta nem isso a justifica. Também não quero alimentar vaidades ou ter uma atitude de alguém que vai à televisão e acaba a dar os parabéns pelo programa ao apresentador. A única coisa que há a registar é um disco novo pronto, após vinte anos, dos PiL. A lot considering...

   Não posso dizer que Never Mind the Bollocks tenha mudado a minha vida, mas atormentou-a durante algum tempo e, ainda hoje, retorna como fantasma dos natais passados para me assombrar.

Em 2003, a Rolling Stone colocou-o no 41º lugar na sua lista dos 500 melhores álbuns de todos os tempos.

   Proud, you f*cking bastard?

  Há algo de admiravelmente estúpido em alguém que não sabe escolher uma luta. Ou que inicia uma que não pode vencer. Especialmente com soldados tão mal preparados. Essa é, pelo menos, a minha visão da história.

Uma batalha constante até ao fim. Puro caos.

Blood spit & anarchy.

Acordes à conta e arrogância de sobra.

Ingenuidade e loucura.

   Well, Mr. Rotten there’s someting to admire.

   At some point, even stupidy can be admirable.

Não podemos esquecer Malcolm McLaren, mas sem Johnny Rotten não havia a interpretação (podre).

Relação?

No que respeita aos Sex Pistols, nunca se poderá falar de amor. Será, sempre, mais adultério.

Ou divórcio sem nunca ter havido casamento.

Claro que houve baixas (Sid Vicious). Como não?

Mas é inegável: o punk é um rude golpe na vulgaridade.

É ultraje.

Viscosidade.

É tudo o que odiamos. Tudo o que não devíamos gostar.

Estou certo?

   You had the most powerful army!

Never Mind the Bollocks provou que era possível criar um mundo sem conhecer absolutamente nada da tabela periódica, em modelo Do it Yourself (D.I.Y), recursos plug & play, precisando menos de três minutos para o fazer. Tempo de sobra para alguém (sem muito para dizer) “cantar” alguma coisa para a pouca gente disponível para ouvir.

Se quiserem um disco complicado comprem o vosso próprio George Martin. Ninguém precisa de mais Beatles.

D.I.Y.

Ora, isso comporta riscos.

Um punk é como o familiar que embaraça a família sempre que aparece para a festa.

É desordem. É menos que humano. Uma aberração. Por isso precisamos deles para apreciar a beleza e desejarmos a harmonia.

   Se o mundo tivesse começado com o punk, já há muito que nos tínhamos visto livre dele, mas Deus guardou-o para mais tarde por não saber o que fazer com ele.

   Há um mundo antes dos Sex Pistols (a. SP) e depois dos Sex Pistols (d. SP).

   I’ll give you that!

Esqueçamos a rainha: God save Johnny Rotten and friends. Enquanto existir um punk continuará vivo.

Num mundo d. SP If you want something D.I.Y. Essa é a grande lição.

Para terminar, para os mais novos os Sex Pistols numa palavra: grotesco.

   Está o punk morto?

Se está deixem-no ficar. Certas coisas soam melhor podres.

   Right, Mr. Rotten?

    Destroy!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Carlos M. J. Alves às 10:00









arquivos

  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2012
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D





pesquisar

Pesquisar no Blog  





comentários recentes

  • numadeletra

    Dramas balneares :-)

  • Maria

    Que delícia!!!

  • Sandra

    :) Se descobrires como se treina esse optimismo , ...

  • LWillow

    Dietas 'é uma coisa que não me assiste' e assim s...

  • LWillow

    http://www.youtube.com/watch?v=BV-dOF7yFTw

  • LWillow

    ehehehe! 'tamos nessa' 'brother' ! Mais um bom tex...

  • LWillow

    Thanks ! this reading was a pleasure !

  • Anónimo

    Aperta faneca! Vamos a Estocolmo sacar o guito! Su...

  • Lwillow

    Ora aqui está mais uma 'pérola para porcos' ! O mo...

  • LWillow

    Como eu te percebo ! Mas ... 'não há volta a dar-l...


REDES SOCIAIS


subscrever feeds